Festival Interdisciplinar de Comunicação. Realizaçãodo 5º semestre de Publicidade e Propaganda do IBES/SOCIESC.
23 de Junho de 2009

Hoje o post é bem particular.

Logo no início do semestre os alunos da PP5 foram "massacrados" pelos professores com metas a atingir para o ICOM 2009 e como não somos alunos de aceitar qualquer coisa, nos "massacramos" também para que tudo fosse do melhor.

 

A primeira etapa era os oficineiros e palestrantes. Todos nós tínhamos que entrar em contato com os profissionais que conhecíamos (os melhores profissionais) para que viessem participar no festival. O detalhe é que deveriam aceitar fazer o workshop ou palestra gratuitamente.

Para mim esta etapa estava excluída, afinal, eu não conheço ninguém mais importante do que amigos trabalhadores e que julgo talentosos, mas que não poderiam fazer este favor por mim por serem muito novos, "anônimos" e muitos ainda não formados.

 

Pois bem, criei vergonha na cara e fui ler um livro. Nada a ver com o ICOM, mas ler é sempre muito importante. Comecei a devorar aquele livro e a cada página, vinha outra e outra e mais outra... O livro, apesar de grande, era incansável (tudo bem, me cansei um pouco na metade do livro, mas nada que algum tempo depois não resolvesse, então voltei a ler).

Achei aquela maneira de "explicar" sobre a criatividade tão fácil de entender, que pensei: "poxa, bem que esse escritor poderia vir palestrar aqui no ICOM".

 

Fiquei calada, me chamei de idiota e fiz piada a respeito.

No dia seguinte fiz um grande e-mail ao escritor do livro que eu lia "Criatividade em Propaganda", Roberto Menna Barreto.

Sabe aquele clique rápido no "enviar" para não dar tempo de pensar e jogar o e-mail fora? Pois bem, cliquei rapidinho no ícone, coloquei as mais na boca, que esconderam um "ai meu Deus" ofegante... envergonhado... "agora já foi".

 

Fui à faculdade sem saber se ria ou se chorava. Que vergonha me deu. Quando cheguei na faculdade fiz piada com a Jacqueline, contando a "besteira" que tinha feito e rimos juntas.

 

Passou o final de semana e na segunda-feira, exatamente ao meio-dia, Roberto Menna Barreto liga para mim na empresa. Sim, ele me ligou e dizendo que admirou o meu interesse em convidá-lo para palestrar e ficou muito feliz com os elogios que a ele fiz. Comovi ele com o que escrevi. E ele aceitou palestrar gratuitamente!

 

Dali em diante, me tornei uma amiga de Roberto Menna Barreto, nos falando por quase 3 meses só por telefone e por e-mail, até que o grande dia chegasse.

 

Já por volta das 7h do dia de hoje eu estava de pé, esperando ansiosamente pelas 9h da manhã, quando em companhia da minha amiga Jacqueline e também de um professor, iríamos ao Aeroporto de Navegantes para buscar Roberto Menna Barreto.

 

Eu não estava indo lá apenas como uma acadêmica que teria sido escolhida do nada para buscá-lo. A minha presença, modéstia a parte, era indispensável, já que eu era a grande responsável pela aceitação de Menna Barreto vir nos ensinar um pouco sobre Criatividade.

 

Às 9h recebi uma ligação no celular, de Roberto Menna Barreto. Meu coração quase parou, pensando no pior, mas ele apenas me avisou que como o tempo estava fechado no Rio de Janeiro, ele somente poderia pegar o voô para chegar às 19h25min em Navegantes.

 

Eu e a Jacqueline tomamos nosso café tranquilamente, almoçamos e fomos ao IBES/SOCIESC ajudar no que fosse preciso para o evento, que teria início às 19h. Infelizmente não poderíamos participar do primeiro dia do Festival.

 

 

Chegamos em Navegantes e esperamos por quase duas horas. Tranquilas, mas ansiosas (confuso mesmo). Com uma plaquinha escrita à caneta "Roberto Menna Barreto" e com a camisa do ICOM.

Ele finalmente chegou, se aproximou de mim (que estava segurando a plaquinha) e disse: "Sou EU"...

 

A partir daquele momento, parecia que a gente se conhecia muito bem. Ele com seus 74 anos e eu com meus 22 anos. Vô e neta? Talvez.

Rimos muito durante a viagem (principalmente na curva depois da Mafisa, em Blumenau, Menna, que por não estar se segurando, quase "colou" no vidro da porta do carro). Realmente rimos muito. O Menna se divertiu (apesar de alguns sustos).

 

Ele estava cansado (e nós que fomos buscá-lo também). Comemos muitos kibes. Levamos ele para o Hotel. Fomos para o IBES. E passando das 23h30 cheguei em casa. Estava exausta, mas feliz, por ter tido a chance de conhecer de perto Roberto Menna Barreto.

publicado por Adriii às 23:57
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